sexta-feira, 29 de outubro de 2010
SER TORCEDOR É ....
anunciados os "artistas do espetáculo" ;
- Emocionar-se ao relembrar um gol histórico de seu
time ;
- Delirar com a torcida quando o time entra em campo ,
querendo ser um dos jogadores;
- Se o seu time perder , torcer para seu maior rival o
acompanhar na rodada ;
- Sensação indescritível e inexplicável quando vence
seu maior rival;
- Não importa se no vídeo game, botão , peteleco ,
etc... o que vale é torcer pelo seu clube;
- Aturar gozações mil ... e com um olhar fulminante se
sentir vingado quando chega sua vez ;
- Ter vontade de chorar ao ver um perna-de-pau na
posição de um antigo ídolo;
- Ter vontade de matar um idiota que idolatra este
perna-de-pau !!!!!
- Desmerecer o título do rival , mas quando o
conquista comemora de maneira igual ou maior;
- Comentar que "esse fulano não honra a camisa do seu
time, o seu time é muito grande para passar essa
humilhação" ... mas no fundo adorar o fato do rival
estar em um situação crítica;
- Nunca usar combinações de cores dos rivais (eu !!!!);
- Odeia quem se mete assunto de futebol e desanda a
falar merda ( é o que mais tem !!! );
- Torce mesmo que o time esteja na maior pindaíba;
- Brigar com a família , mas não largar do time nem
nas maiores crises;
Este é apenas um desabafo ...não sei se passa pela
cabeça de vcs , mas na minha figura assim .
Abraços ,
Sérgio Henrique de Oliveira Homem
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
OUTROS CLASSICOS DO BRASIL
COPA 2014, NEYMAR E CENTENÁRIO DA FIEL
Mais uma vez os “meninos” do Santos F.C. se tornam destaque por uma palhaçada. Depois do show particular dado em uma rede social pelos seus colegas de clube, Neymar teve mais uma ataque de “estrelismo” e desandou a ofender colegas de profissão. A desculpa de que ele é apenas um garoto nunca me convenceu e não será diferente agora. Esse rapaz precisa entender que no mundo do futebol hoje ele está por cima, mas amanhã já não estará mais. O Santos precisa ser mais enérgico com esse comportamento que eles apresentam, pois ficar passando a mão na cabeça sempre não vai funcionar. Até para valorizar a marca do clube e não deixar a “vitrine” arranhada é preciso ser mais enérgico com as jovens revelações do clube.
A “fiel” está em festa: o S. C. Corinthians Paulista acaba de completar seus 100 anos de história. Em homenagem ao clube, cito alguns momentos históricos do clube:
1977- Basílio encerra o tabu de títulos que já duravam 23 anos. Mesmo com tantos anos sem título, a torcida nunca deixou o clube;
Década de 1980- A “democracia corintiana”( 1980-1985) é formada e se torna um exemplo para os demais clubes na época. No ano de 1988, Viola é revelado para o futebol após fazer um gol na decisão do estadual em Campinas;
Década de 1990- Clube conquista seus primeiros campeonatos brasileiros (1990, 1998,1999) e sua primeira Copa do Brasil (1995). Nesta década o clube fez uma parceria grandes empresas e formou grandes equipes com este investimento
Década de 2000:
- Clube conquista o mundial de clubes da FIFA (2000), mais duas copas do Brasil ( 2002,2009) e um Campeonato Brasileiro (2005);
- Apesar da parceria com a MSI ter rendido grandes times e conquistas, uma grave crise contribui bastante para o rebaixamento do clube no Brasileiro e m 2007;
2008- O clube joga e vence com sobras e serie B com a quebra de vários recordes e o clube lança o seu plano de sócio torcedor;
Em 2009 o clube contrata Ronaldo “fenômeno” um dos maiores atacantes que o futebol já teve e conquista a Copa do Brasil e o campeonato Paulista
2010- O Clube mantêm Ronaldo e trás Roberto Carlos para o ano de seu centenário e como presente ao seu fiel e apaixonado torcedor a construção de seu estádio na região Leste da cidade de São Paulo.
Um abraço e uma ótima semana para todos
Sérgio Henrique de Oliveira Homem
domingo, 18 de julho de 2010
ADMINISTRANDO UM CLUBE: QUAL A MELHOR FORMA?
Aonde entra o marketing? Na imagem que o clube irá passar para o mercado ao se reorganizar administrativamente valorizando sua marca na busca de novos patrocinadores e perante sua torcida.
As principais formas que podem ser usadas no mercado esportivo são:
Parceria - É como gestão, visa principalmente administrar e explorar a marca do clube, antecipando receitas de marketing e de despesas administrativas. Em troca, lucros obtidos com patrocínio e negociação de contratos de TV são divididos de forma igual. Uma pena que as parcerias do Bahia com o Opportunity ( que obteve também o direito de controlar a bilheteria) e a do Corinthians com a MSI (que separou o futebol do restante do Clube atuando como uma empresa) não tenham ido adiante e se tornaram grandes “micos” desse modelo;
Co-Gestão - É um modelo que em muitos casos não interfere no estatuto do clube. É feito como uma parceria, sendo estruturando uma equipe específica para a gestão de assuntos relacionados ao departamento, que no caso é o futebol. A equipe é composta por um diretor que desenha o organograma com a definição clara das responsabilidades de cada parte e fortalece a marca da empresa junto ao grande público. O grande exemplo de co-gestão é o do Palmeiras junto com a Parmalat. A empresa queria fortalecer sua marca junto ao público brasileiro se aliou ao clube, e começaram a participar em conjunto de tomadas de decisão no departamento de futebol (contratações, administração, etc.) onde além de investir, a empresa divide os lucros com o clube. Em um caso parecido, houve investimento na região sul (Juventude) e no nordeste (Santa Cruz) de uma forma mais modesta.
Clube-Empresa – Nada mais é do que o clube responder por suas ações e recolher impostos, como uma empresa qualquer o faz. Essa transformação sofre uma grande resistência dos dirigentes da maioria dos grandes clubes. Alguns clubes divergem sobre tornar-se empresa, pois a empresa visa apenas o lucro e o grande clube visa títulos, conquistas e formação de grandes jogadores. Outros apontam principais detalhes, pois um clube empresa tem redução de impostos, maior variedade de produtos, diminuição da concorrência, exige a contratação de profissionais, aumento da parceria com empresas internacionais, maior captação de receitas com um conseqüente aumento da torcida e apontam também as principais prevenções: O licenciamento de produtos deve ser feito com empresas devidamente legalizadas (com CNPJ e regularizadas nas leis federais, estaduais e municipais), obtenção de profissionais oriundos da área de marketing, solicitar ao jurídico que sempre acompanhem as negociações e transparência nas negociações com os clientes internos e externos do clube. Os maiores exemplos de clube-empresa no Brasil são o Vitória (BA), São Caetano (SP) e o Santo André (SP).
Gestão Esportiva Profissional– De acordo com a cultura de nosso país, essa é a ideal para os grandes clubes de futebol. Esse modelo baseia-se no fato de os clubes serem administrados como empresa, só que com os benefícios de um clube, muito parecido com o adotado na Espanha, Real Madrid e Barcelona não são empresas, mas possuem um grande profissionalismo em suas ações. Alguns dirigentes afirmam que a gestão esportiva profissional aliada com a “timemania”, irá capacitar melhor os grandes clubes, mostrando que está na hora de o governo ajudar mais os clubes e os permitir agir como empresa.
Qualquer que seja o modelo adotado é preciso que se tenha uma mudança de atitudes dos nossos dirigentes. Os grandes clubes não podem mais ser administrados como um hobby ou como um “playground” dos dirigentes. Já está mais do que na hora de se rever esse arcaico e já desnecessário amadorismo e agir e pensar como empresa.
Fica no ar as seguinte pergunta:
1) Falta vontade ou capacidade para agir?
Uma ótima semana para todos!!!!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O ANTIGO E O NOVO VASCO. QUAL A MELHOR SOLUÇÃO?

Mesmo quem não é vascaíno tem acompanhado a situação que o “gigante da colina” vem passando nos seus últimos nove anos pelo menos: crise em cima de crise. Mas vou falar sobre isso por partes.
No inicio da década de 2000, o Sr. Eurico Miranda foi eleito presidente... Começou aí a pior crise do clube: Após colocar o time para jogar a decisão do campeonato brasileiro com o logo do SBT, o presidente começou a ter sua vida investigada pela Globo ( coisa que a polícia é quem deveria fazer) que descobriu e colocou no ar várias acusações , sem falar no estrangulamento financeiro que o clube passou a sofrer não só da Rede Globo ( detentora dos direitos de transmissão do futebol) como também de empresas que começaram a se negar a investir na marca do clube até pelo problema que muitos atletas tiveram no antigo “projeto olímpico” e com o antigo investidor. A imprensa passou a ser proibida de circular nas dependências do clube, jogadores com salários em atraso constante e alguns contratos com fornecedores que nunca chegavam a ser totalmente concluídos e a torcida que, em grande parte, não estava satisfeita com o que via não podia protestar em São Januario devido a ameaças que recebiam de funcionários do presidente Eurico Miranda. Para piorar, nomes como: Jorge Luiz( disparado o pior zagueiro da história do clube) Abedi, Valdir Papel, Regis Pittbul, Cássio, Beto, Tadic, Ellington, Erivelton, Marciel, Vitor Boleta, Daniel, Abuda, Marquinhos e de técnicos como Dario Lourenço, Alfredo Sampaio e o ex-atacante Romário passaram a fazer parte do cotidiano de umas das maiores equipes do Brasil... a situação estava tão grave que muitos começaram e ver em Morais ( uma eterna promessa ) como grande ídolo do clube !!!
Chega à época das eleições e Roberto Dinamite, maior artilheiro do clube e antigo aliado de Eurico resolve concorrer contra ele após ser expulso das cadeiras sociais do clube quando assistia a uma partida ao lado de seu filho depois de declarar aos jornais ser contra uma atitude tomada pelo presidente aos jornais. Foram duas tentativas para se eleger: Na primeira a derrota foi apertada, mas com as suspeitas de fraude não sendo comprovadas, já na segunda eleição, mesmo derrotado ficou comprovada a fraude na eleição e depois de um ano de espera ela foi remarcada e o ex-atacante e maior ídolo que representava: mudança, democracia, time forte e competitivo e patrocinadores foi eleito.
Durante seu primeiro ano de mandato, Roberto e seus aliados alem de demonstrarem total falta de planejamento imediato se viram as voltas com a “herança maldita”. Essa foi a principal desculpa para o fracasso do clube em se manter na série A. Em 2009, após a montagem do elenco e da contratação do competente Dorival Junior, acontece a primeira crise envolvendo o novo presidente com denuncias de contratação de familiares com salários acima do valor de mercado feitas por um ex-aliado. Com o sucesso que o elenco limitado, mas muito brigador, o Vasco retornou para a primeira divisão sem sustos e sem dar espetáculo. Em 2010 o ano já começou muito mais difícil e sem a mesma precisão de 2009 e com muitas coisas que eram comuns de serem vista na administração passada: Já foram 4 técnicos desde janeiro, suspeita de desvio de dinheiro para as ilhas Cayman, jogadores como: Dedé, Ernane, Elder Granja, Marcio Careca, Dodô ( que só jogou de verdade uma partida), Rodrigo Pimpão, Fumagalli entre tantos outros começam a fazer o torcedor lembrar do seu passado recente.
O que tem em comum o antigo e o novo Vasco? Se formos prestar atenção, tirando o plano para sócios ( ainda capenga em minha opinião) e a liberdade de expressão dentro do clube, muita coisa os dois tem em comum:
1) Eurico trabalhava com seus filhos, já Roberto Dinamite empregou o Genro e um primo;
2) Eurico contratou: Abedi, Marquinhos, Jorge Luiz, Valdir Papel, Vitor Boleta, Tadic, Ellington, etc. Roberto veio de: Ernane, Dedé, R. Pimpão, Marcio Careca, Elder Granja;
3) Eurico inventou como técnico do Vasco: Dario Lourenço, Alfredo Sampaio e Romário. Dinamite inventou: Tita, Gaúcho, Mancine e quase que o Antonio Carlos;
4) Eurico tem acusações de envio de dinheiro para fora do país assim como Roberto Dinamite;
5) Helio dos Anjos “demitiu” o Vasco em 2001 por falta de salários e foi para o “poderoso” Goiás com Eurico e esta semana Celso Roth “demitiu” o clube na gestão de Dinamite menos de um mês depois de assumir o cargo;
6) Com Eurico o Vasco praticamente não conseguiu patrocinador e com Roberto a tão falada “fila de investidores” não passou de boato, e o unico que fechou foi uma estatal que aguarda as certidões para liberar o dinheiro;
7) Ambos usaram o clube e a sua torcida para serem eleitos para cargos públicos.
Torcedor do Vasco da Gama: o que o clube precisa na verdade é de uma pessoa como foi Fernando Carvalho para o S.C. Internacional que uniu o clube e o fez ser a realidade que é hoje. Eu não quero e nem desejo mais Eurico Miranda no comando e muito menos Roberto Dinamite, mas um terceiro nome que seja capaz de unir e minimizar as diferenças é possivel desde que se tenha vontade de que o clube pode e tem condições de retomar o caminho da glória.
Abraços
Sergio Henrique de Oliveira Homem
sábado, 29 de maio de 2010
“A UNIÃO FAZ A FORÇA”: O G4 PAULISTA
Além de trocarem idéias sobre que estratégias tomarem, eles definem os produtos e serviços a serem licenciados, respeitando sempre a autonomia que cada um possui de comercializar os produtos de seu interesse. O trabalho em conjunto começou em 2004, e já apresentaram bons resultados diante do faturamento de R$ 1milhão conseguido em um curto período de trabalho, representando de imediato a terceira maior receita para os clubes. O potencial do mercado das torcidas do G4, gira em torno de 50 milhões de pessoas, o que possibilita o desenvolvimento de diversas oportunidades de negócio de acordo, o G4 também ajuda na comercialização dos produtos através de um suporte aos fabricantes, auxiliando no desenvolvimento de uma melhor forma a distribuição dos produtos. A ação tem agradado de tal forma, que o aumento de receita se torna uma conseqüência, não pensando apenas na receita que entra para os clubes já que o trabalho também visa apoiar os fabricantes, sendo feito um mapeamento dos pontos de venda, por exemplo, para melhorar a distribuição e a comercialização de determinado produto.
Outras ações do grupo estão focadas em:
PIRATARIA- O baixo poder de compra do trabalhador, aliado ao desemprego, são dois dos principais motivos do desenvolvimento dos produtos piratas no Brasil, pois eles geram oportunidades de trabalho, mesmo que informal, e dão ao público uma condição de compra imediata. Em todos os segmentos do mercado, a pirataria encontra espaço, mostrando-se cada vez mais forte em nosso dia–a-dia, causando problemas graves para a já frágil economia brasileira que deixa de arrecadar com os impostos e as empresas que pagam impostos e são devidamente licenciadas pelos clubes. O maior objetivo hoje é reduzir as perdas com a pirataria, para que os clubes voltem a arrecadar anualmente milhões de reais em Royalties, com os valores da marca. Quem sabe com manutenção dos manuais de identidade e uma linha de produtos populares não facilite essa luta contra a ilegalidade?
MERCADO FEMININO E INFANTIL- Preocupados em focar cada vez melhor o mercado de atuação para os clubes, o G4 começa a segmentar, ou seja, dividir o mercado em grupos para melhor identificar seus interesses, seguindo o potencial que cada torcida pode oferecer ao mercado. Podendo ser feito de diversas formas, os clubes escolheram o perfil estratégico onde se destaca o mercado feminino (cerca de 30% das pessoas que vão ao estádio) e o Infantil/ Infanto-juvenil (altamente influenciado pela família e/ou grupo que vive)
SERVIÇOS- Os torcedores já não se satisfazem mais apenas os serviços tradicionais oferecidos pelos clubes, tais como sauna, piscina, lanchonete, sinuca, entre outros. É preciso a implantação de novos serviços para atrair, manter e fidelizar novos e antigos torcedores. Os toques polifônicos, jogos, planos de sócio torcedor a até mesmo as antigas salas de troféus passam a ser modernos museus, podendo mudar o nome para “Memorial das Conquistas”. Prestar bons serviços é a essência do negócio orientado para os clientes.
Amigos, o exemplo de profissionalismo dos grandes clubes do Estado de São Paulo é um referencial para os clubes de outros estados que não conseguem ser unidos, nem para confecção de tabelas, afastando os torcedores dos estádios, torcedores estes que sonham em voltar aos estádios sorrindo e com o futebol de seus clubes novamente “nivelados pro cima”, tornando o futebol cada vez mais rentável, pois ele já l não comporta mais o amadorismo que impera na maioria dos grandes clubes. Para que se possam aproveitar todos os benefícios que o marketing pode oferecer, é preciso a contratação de profissionais capacitados para todos os departamentos do clube. Contrariando o que acontece com muitos produtos, a marca dos grandes clubes são mais antigas e conhecidas do que qualquer ação de marketing, com muitas sendo até centenárias ou bem próximas desta. Sendo assim devem ser respeitadas já que elas movem paixões.
domingo, 23 de maio de 2010
CURIOSIDADES DOS CLUBES DO BRASIL

S E Palmeiras /SP- Até a segunda guerra mundial era chamado de Palestra Itália e sua fundação veio quando italianos ficaram cansados de tantos espanhóis dando ordem no Corinthians e resolveram fundar o próprio clube.
C A Juventus/SP – Reza a lenda, por ter sido fundado por dois irmãos italianos da cidade Turim, o clube da Rua Javari recebeu o nome de um e as cores do outro time pelo qual os irmãos torciam (Juventus e Torino).
SC Internacional/ RS - Fundado devido à dificuldade de se encontrar em Porto Alegre um clube democrático para a prática do futebol, já que Gremio era o clube das elites e que nunca abria seus quadros para os menos favorecidos. O nome Internacional tinha por objetivo identificar um clube em que todos poderiam jogar, independentemente de origem, raça ou status social.
A A Ponte Preta /SP – Local aonde vários alunos do colégio Culto à Ciência, que praticavam futebol no bairro da Ponte Preta, sendo portanto o time mais antigo do estado. Até hoje a ponte que deu origem ao bairro e depois ao clube se encontra lá, apesar de mal conservada e pichada.
Botafogo de Ribeirão Preto /SP - Depois de consumada a união entre três times da cidade de Ribeirão Preto, faltava escolher o nome do novo clube. Diz à lenda que depois de muita discussão e confusão, sem que se chegasse a nenhuma conclusão, um dos diretores declarou que “botaria fogo” em todos os documentos e que a fusão das equipes seria desfeita. A ameaça incendiária do dirigente acabou ajudando na escolha do nome.
4 de Julho Esporte Clube /PI – Não é homenagem a independência dos EUA , mas sim a data de fundação da cidade de Piripiri no Piauí, aonde fica a sede do clube.
Ferroviario Atletico Clube /CE- Que o nome é para homenagear os profissionais da rede de ferrovias isso ja esta na cara. Mas o fato curioso esta no escudo: Ao contrario do que possa parecer foi o São Paulo que copiou o escudo do “ferrim”.
Santa Cruz Futebol Clube /PE- O Santa Cruz se tornou tricolor quase que por acaso. Originalmente o clube seria alvi-negro, mas como era proibido uniformes iguais e o Flamengo local tinha feito a inscrição antes, o vermelho foi introduzido ao uniforme do tricolor Pernambucano e não saiu mais.
C R Vasco da Gama / RJ- Apesar do nome homenagear ao famoso Almirante portugues que descobriu o novo caminho para as Índias, a origem do clube é brasileira. Quando o futebol chegou ao clube em meados da decada de 1910 com a fusão feita com outros dois clubes da colônia lusitana aí sim vieram os portugueses.
Atlético Clube Goianiense / GO- É um conjunto de homenagens: o nome do xará mineiro, a camisa vem do rubro-negro carioca e o escudo do tricolor paulistaAté que ponto essas curiosidades são verdadeiras eu não sei. Mas vale pela polêmica que elas levantam e as discussões calorosas e divertidas na roda com os amigos ou nas mesas dos bares pelo país, não é?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
FUTEBOL DE BATOM
As mulheres começam a ganhar espaço nas arquibancadas dos estádios de futebol no Brasil. Hoje, elas correspondem a aproximadamente 32 % do público que freqüenta os estádios. Número esse que não pára de crescer.
Cada vez menos preocupadas com a beleza dos jogadores ou em simplesmente acompanhar seus respectivos parceiros, demonstram cada vez mais interesse em conhecer técnica e tática do jogo; elas conquistam seu espaço e criam uma nova opção de mercado para os clubes explorarem.
De olho em um mercado que cresce constantemente, cada vez mais são produzidas camisas dos clubes com um corte diferenciado, a provável criação de uma linha maior de cosméticos, novas linhas de cadernos e agendas além de serviços de seguro de vida e de automóveis específico para o público feminino. Outro fator que não pode ser ignorado é que as mulheres começam a exercer uma influência muito grande frente ao público masculino, uma vez que muitas vezes efetuam as escolhas e até mesmo a compra. Exigindo assim, uma maior qualidade de acabamento e de visual.
Além de trazer para os estádios a sua beleza, a presença crescente delas vem intervir também nos setores alimentício e higiênico dos estádios, e como bônus, ainda vai acabar com antigos preconceitos, renovando o público dos estádios de futebol. Cabe aos profissionais de marketing dos clubes, saberem usar seus conhecimentos com inteligência e muita criatividade para cativar e ampliar a presença delas nos estádios, provando a cada dia, seu valor e a sua reconhecida e merecida importância.
Sergio Henrique
quarta-feira, 12 de maio de 2010
LIÇÕES FRANCESAS

Há 18 anos, o Olympique de Marseille tinha dado o seu ultimo grito de campeão na primeira divisão Francesa. Mas após graves denuncias, o tribunal anulou o titulo, prenderam dirigentes e ainda rebaixou o clube para a segunda divisão francesa por um determinado período. Depois deste escândalo, a organização do futebol francês ficou muito mais rigorosa e vem recebendo muitos elogios. Além dos bailes que andamos tomando nas ultimas copas do mundo da “turma da Torre Eiffel”, é a vez de aprendermos também com eles a como manter os clubes no “azul” por mais de quinze anos.
A responsabilidade começa pelo rigor da cobrança da documentação das finanças do clube. O clube que estiver com dívidas desproporcionais as suas receitas é rebaixado como foi o caso do atual campeão francês, o Bourdeux que em 2001 passou por grave crise financeira, jogou a segunda divisão, acertou as dividas e voltou para a elite. Em outros países do continente o rigor sobre as grandes equipes quase não existe, mas em compensação os de menor expressão não tem vida fácil: qualquer dívida a mais pode condenar o clube ao rebaixamento e até mesmo impedir que ele suba como é comum de se ver na Itália, por exemplo.
Os salários dos clubes franceses nem se compraram aos que são pagos em países como na Inglaterra. Existe um grande controle sobre os orçamentos anuais que são apresentados periodicamente as autoridades competentes. Se a moda pega aqui no Brasil, iriam faltar clubes na primeira divisão.
Esses são apenas dois pontos dos vários que a reportagem citou. Não é difícil equilibrar as finanças. O principal ponto é a mudança geral dos nossos dirigentes que além de perpetuaram no poder seguem o modelo de amadorismo, quando muito “profissionalizam” os departamentos de futebol e marketing com o restante do clube sendo ainda obsoleto, sem dar menor importância para as antigas dividas que muitos deles criaram. Aprendemos o futebol com os ingleses, aperfeiçoamos e há muitos anos somos o principal país do mais querido esporte do mundo. Foi difícil para o único clube Frances campeão a liga dos campeões esta fase complicada. Mas a lição foi aprendida e agora é só curtir o título.
Será que agora não chegou à hora de adotarmos o modelo francês de administração e quem sabe possamos evoluir com ele? Pela forma que as coisas são tratadas aqui, ou a Serie B seria super lotada ou a serie A teria poucos times.
Sergio Henrique
terça-feira, 4 de maio de 2010
O FUTEBOL REALMENTE, NÃO É MAIS O MESMO.
O nosso futebol realmente não é mais o mesmo. Tudo começou com queda de qualidade dos nossos times, alem do fato que a habilidade e a técnica perderam espaço para a força física e a retranca, e ainda existem outros fatores que me deixam preocupado com as escolhas de times, que nossos futuros torcedores irão fazer.
Jogadores que não deram certo fora do país ainda retornam com status de “fora de serie”, ou como se costuma falar nos dias de hoje “diferenciado”. Foi assim com o limitado Vagner Love (que chegou a ser disputado por Flamengo, Palmeiras e Corinthians), Roberto Carlos (que de bom só tem a espantosa força em seu chute) e os menos famosos como Souza, Andre Lima e Rafael Carioca que entre tantos outros iludem o imaginário do torcedor.
Nos últimos anos, o que era uma obrigação virou motivo de comemoração e orgulho entre os dirigentes: pagar o salário do mês em dia. Parece piada quando o cartola anuncia que pagou o mês na data certa com ar de que esta fazendo uma gentileza e não uma obrigação com os profissionais.
Não sei onde nossos clubes irão parar. O amadorismo ainda resiste com muita força nos clubes e ainda não vejo uma solução definitiva. Só nos resta torcer para que as coisas melhorem. Quem sabe com a chegada da copa isso mude? Sonhar não custa quase nada.
Sergio Henrique.
